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Quando a pessoa com Alzheimer pergunta de quem já faleceu

  • Simone Manzaro
  • 5 de jul. de 2016
  • 2 min de leitura


Como já sabemos, o principal sintoma da Doença de Alzheimer é a perda progressiva de memória, principalmente da memória recente ou curta duração, ou seja, daquilo que acabamos de aprender, e que podem durar dias ou semanas. Logo, em um dado momento da doença (que é individual), e por conta dessa perda de memória, os pacientes pensam e se comportam como se ainda estivessem vivendo em uma época passada de suas vidas. Então por conta desse fato, é muito comum falarem sobre as pessoas que já morreram como se ainda estivessem presentes. Isso pode ocorrer em qualquer fase da Doença. Levando em consideração aquele velho ditado “Fazemos com os outros, aquilo que desejamos para nós”, e também por respeito à dignidade daquela pessoa, sugerimos contar a verdade uma primeira vez, de uma forma sutil e delicada: “Olha Dona Maria, seu marido faleceu, agora ele está em um lugar bem bonito e perto de Jesus”. Sabemos que contar a verdade vai doer e causar sofrimento, mas pelo menos uma vez ela deve ser dita, é uma questão ética. Porém, essas perguntas vão surgir muitas outras vezes, e não podemos ficar o tempo todo causando sofrimento no paciente, mesmo porque, daqui a pouco ele se esquecerá de tudo o que foi dito, mas o corpo registrará esse momento de dor e sofrimento, podendo até piorar o quadro da Doença. Então, usamos de estratégias, às vezes contamos uma história, outras vezes omitimos como: “Olha Dona Maria, fulano foi trabalhar”. Sabemos que não é o correto, mas, não vemos motivo para causar sofrimento ainda maior no paciente repetindo a verdade sempre. É interessante que o cuidador e/ou familiar, não fique “cutucando” o paciente o tempo todo sobre o assunto, exemplo: “Olha mãe, o pai morreu, não vai mais voltar”. Se o paciente iniciar a conversa sobre os parentes tudo bem, deixe-o falar e inicie as orientações que foram dadas. Mesmo que ele não se lembre, o que dizemos e a forma como dizemos, fazem muita diferença.

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© 2016 por Ana Heloisa Arnaut

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